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Francisco Aires Mateus Escola António Arroio
4 de Junho a 3 de Julho de 2009
 

 

   
 

Planta

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FORMA, PROGRAMA, CIDADE
A arquitectura pública de Aires Mateu

A arquitectura exprime sempre uma vontade, dando-lhe corpo. Mesmo quando é anónima, não passa sem desígnio nem desenho. Quando é identificável, investida de autoria, a sua relevância decorre ainda mais desse controlo sobre a forma.
A crescente notoriedade da produção arquitectónica de Aires Mateus – explanada em obras, concursos, exposições e publicações – tem nesse controlo o seu principal fundamento. O partido formal que ela toma é apreensível enquanto referência, ou mesmo estilo, pela coerência do vocabulário e dos processos adoptados. Essa qualidade resulta de uma redução obsessiva dos meios do projecto a um plano onde a abstracção, secundada pela geometria, é soberana. É na capacidade de consumar o seu impulso que esta arquitectura colhe popularidade, enquanto “vontade da forma.” A concretização desse propósito ostenta assim um carácter performativo (logo “heróico”), em que o projectado e o edificado não admitem desvios à experiência do espaço como uma totalidade. O objectivo é cumprido através de uma linhagem minimal, onde a tectónica está cingida a poucos elementos para fazer sobressair a modelação dos volumes e das superfícies.

Diogo Seixas Lopes